
Em mais um ano, nossa Seleção volta para casa mais cedo. É só um modo de falar, pois grande parte dos jogadores já faz tempo que deixou o Brasil. Jogam em outros países. Isso não é demérito. É trabalho, carreira, superação financeira. É normal se adaptarem aos costumes dos lugares onde vivem.
O que não é legal é perder o sentido de pertencimento e os valores da nossa nacionalidade. Todos sabem: o treinador é Carlo Ancelotti. Muito bem pago e com tempo para mudar uma história que teima em não melhorar. Agora, mais do que nunca, cada torcedor virou treinador. Na minha opinião, faltou determinação, raça e sangue para defender a nação. E faltou um centroavante. Eu teria convocado o Pedro, do Flamengo.
É verdade que problemas extracampo comprometeram o planejamento e contribuíram para resultados pífios. A referência se perdeu. Faltou modelo, parâmetro, inspiração. Tudo que a camisa amarela já representou parece esquecido. Precisamos resgatar nossa identidade. Conjunto de características, valores e comportamento que tornam um povo único. Precisamos mostrar a cara, a vontade e a persistência de um povo cheio de esperança.
Muitos dizem que não vivemos de futebol. Mas é este esporte que mais mexe com o mundo. Une homens e nações. Ganhar uma Copa abre a porta para a alegria e dá uma injeção de patriotismo na veia.
Então, é tempo de renovar e reconstruir. Buscar no passado os aprendizados e juntar com as inovações de hoje. Daqui a quatro anos, podemos curar a grande frustração dada a milhões de torcedores. Principalmente às crianças, que valorizam tanto a camisa amarelinha.
João Cesar Flores
Tupanciretã-RS




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