

O episódio envolvendo o médico Alex Eduardo Pandolfo, durante seu plantão no Hospital de Caridade Brasilina Terra (HCBT) em 27 de julho, ganhou novo desdobramento nesta segunda-feira, dia 11, quando o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) emitiu uma nota pública de repúdio. O documento foi motivado pelas agressões sofridas pelo profissional — tanto em seu local de trabalho quanto nas redes sociais — por parte de um vereador de Tupanciretã e de um familiar de paciente.
O caso havia sido esclarecido anteriormente pelo próprio HCBT, que, em comunicado oficial, relatou que o médico apresentou sintomas compatíveis com virose durante o plantão, mas permaneceu exercendo suas funções, medicado de forma leve e sem prejuízo à sua capacidade de atendimento.
A seguir, a nota do Simers na íntegra. Material enviado ao Jornal Manchete Digital (JMD).
NOTA DE REPÚDIO
Simers manifesta sua discordância, inconformidade e preocupação em relação à agressão sofrida por médico em Tupanciretã
O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) vem a público se solidarizar com o médico Alex Eduardo Pandolfo, de Tupanciretã, que foi agredido de forma covarde em seu local de trabalho e nas redes sociais por um vereador da cidade e um familiar de paciente.
A atitude desses indivíduos atrapalha o sistema de saúde da cidade, trazendo intranquilidade à categoria. Os médicos que atuam no município trabalham incansavelmente em benefício da saúde e bem-estar dos pacientes, e tais ações atentam contra a dignidade desses profissionais.
A entidade médica elogia o comportamento do Hospital de Caridade Brasilina Terra, que emitiu nota repudiando os atos e se solidarizando com o profissional. Atitudes que disseminam informações falsas e desleais geram constrangimento à equipe médica, causam insegurança na população e comprometem o exercício pleno e adequado das atividades de atendimento e cuidado médico.
O Simers reafirma que os médicos devem ser tratados com respeito e dignidade, como lhes é de direito, e espera que informações incorretas não sejam usadas para difamar profissionais dedicados e comprometidos com a saúde pública.
A entidade permanecerá vigilante na defesa da categoria.
