

Com esse título, penso traduzir ao leitor a dimensão do que representou o Ecos da Negritude, evento realizado no Museu Dr. Hélio Franco Fernandes na tarde de 19 de novembro. A programação, alusiva ao Dia da Consciência Negra, teve o Jornal Manchete Digital como parceiro e coordenador, valorizando uma bela exposição de pinturas e trabalhos com material reciclável produzidos pelos alunos do grupo EJA-EPT 2025. Estiveram presentes familiares, homenageados e representantes do Legislativo e Executivo.
Foi um ato diferenciado, transmitido ao vivo pelo JMD, onde a conexão entre todos se estabeleceu de forma imediata. O ambiente foi marcado por amizade, companheirismo, afeto e, sobretudo, pela bonita e oportuna certificação concedida aos 21 homenageados presentes — um verdadeiro reconhecimento por suas trajetórias de luta, empenho, dedicação e superação.
Representantes da nossa etnia negra, atuantes em diversas áreas da sociedade, receberam afeto e carinho do nosso Portal de Memórias. Neste ano, graças ao apoio e confiança do prefeito Gustavo Herter Terra e da secretária de Cultura, Rosane Didoné, o museu consolidou-se como Ponto Cultural, fomentando artes, artistas locais e ações sensíveis que dignificam os seres humanos, independentemente de sua condição cognitiva, física, social ou étnica.
Nos pronunciamentos do prefeito, da secretária de Cultura e do diretor do Museu, ecoaram saudações, respeito, igualdade e boas energias. Esses sentimentos também se refletiram nos cumprimentos, sorrisos e abraços constantes entre os presentes. A participação da secretária de Educação, Marilei D. Vieira, da coordenadora do EJA, Jaqueline Doleys, e dos vereadores José Nogrécio e Pedro Salles agregou ainda mais brilho ao momento da entrega dos certificados.
Entre os convidados especiais, o presidente do Rotary Club Mãe de Deus, Darlan Fagundes, e o músico e instrumentalista Régis França dos Reis — destaque no cenário nativista — reforçaram a mensagem de foco, resiliência, dedicação, estudo e valorização da família e dos bons amigos.
Todas as falas distanciaram-se das narrativas tristes, desumanas e preconceituosas que costumam cercar esse tema delicado. Ao contrário, o evento proporcionou leveza, alegria, receptividade, igualdade e esperança. Trouxe a sensação de que é possível construir caminhos mais retos e plenos de boas vivências para os descendentes e para a juventude negra em geral.
A reunião de amigos de tantos anos, em uma conversa envolvente e afetiva, certamente despertou em cada homenageado a lembrança do seu eu e do motivo de ali estar, em posição de destaque. Que essa autorreflexão continue guiando suas trajetórias para o bem.
Ao Museu, fica o sentimento de pertencimento. Ao jornalista Jefferson, a mim e à equipe das Secretarias de Esporte e de Cultura, a gratidão pelo acolhimento, pela participação e pela confiança de todos. Que os Ecos da Negritude continuem vibrando nos corações, inspirando vidas plenas de realizações.
Abraços,
João Cesar Flores
Tupanciretã – RS
TODOS CONTRA A DENGUE



