

A Tupanciretã que amo
É bela e formosa de 97 anos
Têm e encanto maduro e idade ideal
Na alma a leveza dos que sabem amar
Seus braços são redes para a vida embalar
Regalo, recanto, recosto especial
Para se viver e também sonhar.
Tupanciretã que amo
Foi sempre guarida de muita gente
Fazendo seus filhos todo o imigrante
Raça, cor, poder e valor
Nunca foi empecilho a passantes e ficantes
Todos sempre bem vindos e amigos
O Índio, Espanhol, Alemão, Italiano
Guapos Gaúchos, maragatos e chimangos
Que neste pago postaram seus ranchos.
Tupanciretã que amo
Das lãs amerinadas e referência de grandes charqueadas
Com tropa na rampa, no pasto do campo e corredores de estradas
Das carretas de bois e o trem minuano comendo as horas da madrugada
Da carne no espeto, gado marcado, cachaça na guampa
Café de chaleira, desfiles, novenas, comícios e carreiras
Do jogo de osso, rinha de galo, tiro de laço, festa campeira
Grandes Rodeios, futebol de bonbacha e arroz carreteiro.
Tupanciretã que amo
Que mudou o ciclo, criou nova era, buscou novidades
Cultivou a terra, fez ruas e casas, armazéns e silos
Qualificou raças, fez praças e parques
Modificou sementes, quebrou regras do convencional
Produzir grãos com fartura e excelência
Hoje é fato normal.
Tupanciretã que amo
Inspirou o coração do doutor Aureliano
Aprendeu fé com padre Antônio
Poetizou com Ambrozina Abreu
De todas as artes outros tantos artistas
Empenharam amor ao ex vilarejo de Vila Rica
¨Cidade do Interior” que Nilton Rosa musicou e escreveu
Deixando para a história sempre em viva memória
A Terra da Mãe de Deus.
TODOS CONTRA A DENGUE



