noticias770 Seja bem vindo ao nosso site |Jornal Manchete Digital!

|Jornal Manchete Digital
Colunistas

A lei avançou, mas o crédito não

Esse encadeamento normativo fecha o desenho institucional, mas não garante, por si só, que o crédito chegue ao produtor.

Publicada em 22/01/2026 às 11:04h | Laura Fagundes Patias.  

Compartilhe nas redes sociais

A lei avançou, mas o crédito não
 (Foto: JMD)


 

Embora o arcabouço normativo esteja hoje formalmente completo, isso não significa que o problema do endividamento rural esteja resolvido. O que existe, neste momento, é uma estrutura jurídica que permite o acesso a linhas de crédito voltadas à liquidação de operações de crédito rural, cuja efetividade dependerá da sua aplicação prática. 

 

Do ponto de vista legal e regulatório, não há mais lacunas formais que impeçam o produtor rural de acessar essas linhas. A política pública foi instituída pela Medida Provisória nº 1.314 e, posteriormente, ajustada pela Medida Provisória nº 1.328, que ampliou o alcance para incluir operações de crédito rural e CPRs contratadas em 2024 e 2025. Na sequência, o Conselho Monetário Nacional definiu critérios de enquadramento, limites e condições financeiras, e o BNDES publicou a Circular nº 7, promovendo o ajuste operacional necessário para a contratação das operações. 

 

Esse encadeamento normativo fecha o desenho institucional, mas não garante, por si só, que o crédito chegue ao produtor. Economistas veem a medida como possível instrumento de alívio financeiro em um cenário de eventos climáticos adversos e endividamento acumulado. Os produtores, por outro lado, seguem cautelosos, diante das dificuldades históricas de operacionalização dessas linhas junto às instituições financeiras. 

 

A Circular nº 7 não cria recursos novos nem amplia limites. PRONAF e PRONAMP mantêm seus tetos, e o valor máximo por produtor segue condicionado ao enquadramento. Elegibilidade não equivale à liquidação integral do passivo. 

 

O desafio agora é operacional. A efetividade da política dependerá da agilidade dos bancos e da preparação técnica do produtor. Por isso, é fundamental formalizar e notificar corretamente a instituição financeira, pelos canais oficiais, com protocolo, datas e documentação completa. Esse registro não garante o crédito, mas assegura prova do requerimento e pode ser decisivo caso a via administrativa não avance. 

 

Em um cenário como este, omissão não é estratégia. Organização, informação correta e registro formal são as principais ferramentas do produtor. 

 

TODOS CONTRA A DENGUE




OUTRAS NOTÍCIAS






Logomarca |Jornal Manchete Digital
Traduzir para
Traduzir para inglês Traduzir para espanhol Traduzir para português Traduzir para francês Traduzir para alemão
Nosso Whatsapp  (55) 9 9710 9594
Visitas: 16757396 Usuários Online: 19
Copyright (c) 2026 - |Jornal Manchete Digital - Edição: Jornal Manchete Digital-Tupanciretã-RS - Av. Vaz Ferreira, 1018 (SL 10), Centro; CNPJ: 34.596.876/0001-64 - Diretor, bacharel em jornalismo, Jefferson da Silveira da Silva - Fone (55) 99710 9594.
Olá, seja bem-vindo ao JM Digital.