

A sensação de que o ano novo começa depois das festas momescas, que se referem ao Carnaval e às suas celebrações associadas. Conhecida pela folia, desfiles, blocos e bailes, a festa movimenta a cultura e a economia.
Tendo origem no entrudo português, brincadeira de rua realizada antes da Quaresma, e derivando do Rei Momo — figura simbólica do exagero e da sátira —, essas celebrações unem rua e salão.
Mesmo que muita gente não goste ou não participe, parece ser uma percepção geral que, de agora em diante, estamos plenamente no novo ano.
Ainda sobre o nosso Carnaval, do qual participei diretamente em outros anos, sem dúvidas dá para afirmar que foi muito bom. Observamos blocos grandes e organizados, festas maravilhosas em suas sedes, tudo calmo e tranquilo, com a folia peculiar unindo pessoas.
O desfile, penso, cumpriu os objetivos: trio elétrico, fantasias, brilho, batucadas, foliões e plateia, ordem e ótimas representações. Ficaram exaltados o esforço e a organização das agremiações, a volta do Salgueiro, resumo com um dos refrões dos samba-enredo que compus: "Eu tô que tô, cheio de paixão, o Salgueiro está vivo, roubou de novo, meu coração."
Que todo o trabalho continue e dê muito certo, para que, no próximo Carnaval, eu possa cantar mais um dos meus refrões: "É Carnaval, samba meu povo, estremeça Vaz Ferreira, porque aí vem Salgueiro de novo."
Enquanto isso, até lá, com as aulas reiniciadas, toda essa movimentação dá vida à nossa cidade, com ruas mais movimentadas por pessoas e automóveis.
O comércio também tem mais perspectivas de venda, seja no material escolar ou na Páscoa, já ali adiante.
Aqui na região, mais uma vez o setor do agro aponta dificuldades pelas intempéries do clima. Sabemos bem o quanto isso afeta o todo; assim, que os reveses sejam os mínimos possíveis e que os auxílios necessários sejam homologados e rapidamente deferidos pelos governos.
Não esqueçamos das eleições. A pauta é nacional e vem acompanhada de muitas lamúrias e indefinições. Chegar ao poder requer muitas costuras, conciliações e associações.
As narrativas são muitas e eloquentes por parte de todos os postulantes, com programas robustos, geralmente inexequíveis.
Que Deus nos ilumine para boas escolhas e que a divisão dê uma trégua para o crescimento futuro.
Então, é o ano que começa, e devemos dar ênfase aos nossos compromissos. Que todos possam florescer onde estão plantados, pois é o esforço de cada um e os resultados positivos que amenizam e proporcionam um tempo melhor, mais coletivo e social.
Aqui no Museu Dr. Hélio Franco Fernandez, já estamos prontos para atender a comunidade e fazer do nosso ponto de memórias um ambiente acolhedor, informativo, diversificado e cultural.
Em sintonia com o lema deste ano, celebrado entre 18 e 24 de maio — "Museus unindo um mundo dividido" —, que destaca justamente o papel dos museus como espaços de encontro, diálogo, memória e construção de pontes entre comunidades, promovendo a paz e a compreensão.



