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Espaço Agrícola

Apesar das chuvas, segue colheita do trigo no RS

Estima-se que o índice atingiu 11% da área de cultivo, que é de 1.505.704 hectares nesta safra. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (11/10) pela Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rura

Publicada em 12/10/2023 às 14:45h

Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues


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Apesar das chuvas, segue colheita do trigo no RS
Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar  (Foto: )

 

 

 

Apesar das precipitações em parte do período, os triticultores gaúchos aproveitaram as janelas de tempo mais seco para prosseguir com a colheita. Estima-se que o índice atingiu 11% da área de cultivo, que é de 1.505.704 hectares nesta safra. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (11/10) pela Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), mesmo sem as condições ambientais ideais, a colheita do trigo foi conduzida com o objetivo de assegurar a qualidade de um produto que ainda atenda aos padrões de comercialização estabelecidos para a indústria de moagem.

 

A cultura do trigo no RS evolui rapidamente para o estágio de maturação, que alcançou 42%, sendo que 38% da área estão em enchimento de grãos, e 9% em floração. Devido às condições climáticas desfavoráveis, há estimativa de redução no potencial produtivo. Há preocupação generalizada entre triticultores relacionada ao baixo preço pago pelo grão, o que resulta na necessidade de alcançar altas produtividades para obter algum lucro, ou pelo menos liquidar os financiamentos referentes ao custeio das lavouras. Neste contexto, ainda há considerável risco de desvalorização do grão devido a problemas de qualidade, resultantes do excesso de umidade e da ação de doenças, como giberela.

 

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, em torno de 10% da área se encontra no estágio de floração; 20% estão em enchimento de grãos; e 60%, em fase de maturação. As áreas em colheita representam 10%, e os resultados obtidos indicam redução de 12% em relação às projeções iniciais, que na região são de 3.026 kg/ha.

 

Aveia branca - A área de cultivo na Safra 2023 é de 365.081 hectares, e a produtividade está estimada em 2.340 kg/ha. Houve continuação da colheita, que alcançou 27% das lavouras. Com a maior parcela dos cultivos, representando 41% no estágio de maturação, há indicação de aumento no ritmo das operações nos próximos dias, dependendo da continuidade das condições climáticas sem chuvas. No entanto, devido aos danos causados em parte das lavouras, seja pelo acamamento ou por doenças que afetam a qualidade dos grãos, alguns produtores podem optar por não realizar a colheita, destinando o cultivo apenas como planta de cobertura do solo. Ainda há 7% das lavouras em fase de floração, enquanto 25% estão no processo de enchimento de grãos.

 

 

Primeiro levantamento da Conab da safra 2023/24 traz uma estimativa de produção de 317,5 milhões de toneladas

 

 

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, as chuvas intensas acompanhadas de ventos aumentaram a porcentagem de plantas tombadas nas lavouras de aveia branca. Houve progresso limitado na colheita, totalizando 32% da área cultivada. Na de Santa Maria, 3% das lavouras encontra-se em floração, 26% em fase de enchimento de grãos, 55% em maturação, e 16% já foram colhidas. Nas áreas colhidas, as perdas estão em torno de 15%, mas a tendência é que as lavouras mais tardias apresentem perdas mais significativas. Já na região de Soledade, o padrão das lavouras é bastante variado. A colheita começou na semana, com produtividades satisfatórias e boa qualidade dos grãos.

 

Canola - A área de cultivo estimada é de 67.219 hectares, e a produtividade está estimada em 1.632 kg/ha. Houve avanço na colheita, que alcançou 37% da área de cultivo. Permanecem 3% das lavouras em floração; 18% no estágio de enchimento de grãos; e 42% em maturação. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, 5% da área de canola em fase de enchimento de grãos e 34% na fase de maturação. A colheita alcançou 61% dos cultivos. Apesar da previsão inicial de uma produtividade média na região de 1.784 kg/ha, as lavouras colhidas até o momento apresentam redução de apenas 4%, alcançando 1.713 kg/ha. Os produtores aproveitaram os dias com condições adequadas para colheita e intensificaram a retirada dos grãos das lavouras.

 

Cevada - A projeção de cultivo é de 35.899 hectares, e a produtividade esperada é de 3.144 kg/ha. Estão na fase de floração 16% das lavouras; 46%, em enchimento de grãos; 32%, em maturação; e 6% já foram colhidas. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, maior produtora do cereal no Estado, começam a ocorrer danos na cultura, pois os produtores permanecem sem acesso para realizar tratamentos fitossanitários, devido à alta umidade do solo. As doenças estão relacionadas à fase de espigamento em que a cultura se encontra; as principais são brusone e giberela.

 

CULTURAS DE VERÃO

Milho - A expansão da área semeada avançou pouco e atinge 65% da estimativa de cultivo planejada para a Safra 2023/2024, que é de 817.521 hectares no RS. A frequência das chuvas e os períodos de umidade constante, na metade Norte do Estado, têm impedido um avanço mais significativo. As lavouras atualmente se encontram na fase de desenvolvimento vegetativo. É fundamental que ocorra um período de maior incidência de radiação solar para promover o crescimento e o desenvolvimento mais vigorosos e robustos das lavouras.

 

Na região de Santa Rosa, o plantio do milho estabilizou em 81% da área prevista. Os demais 19% serão semeados na safrinha, em janeiro. Os produtores que utilizam um nível mais elevado de insumos aproveitaram o período de estiagem, no final da semana, para aplicar fungicidas nas lavouras, visando garantir maior produtividade. A população de cigarrinha continua controlada na região, e não foram relatadas infestações desde as últimas chuvas torrenciais. As perdas causadas por granizo são pontuais, variando de intensidade, mas podem aumentar devido ao desenvolvimento inadequado das lavouras.

 

Milho silagem - A área de cultivo está estimada em 364.291 hectares, e a produtividade prevista é de 39.088 kg/ha. A cultura encontra-se em fase de implantação. Observa-se um escalonamento de plantio, e algumas regiões têm optado pelo cultivo em um período mais tardio. Até o momento, 35% da área projetada foi semeada.

 

Arroz - O Instituto Rio-Grandense de Arroz (Irga) estima cultivo de 902.425 hectares. A Emater/RS-Ascar projeta produtividade de 8.359 kg/ha. A cultura está em implantação, prejudicada pela recorrência de precipitações e pelo encharcamento do solo. No período, houve expansão do plantio, à medida que diminuiu a frequência de chuvas na metade Sul do Estado. No entanto, ainda há atraso no estabelecimento de lavouras em comparação à safra passada.

 

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, apesar das chuvas foram observados avanços significativos na área implantada com arroz, que já atingiu 40% em Uruguaiana e Barra do Quaraí. Já em Maçambará, o plantio abrange 18% da área estimada, sendo motivado pelos preços elevados de comercialização de arroz, apesar das condições desfavoráveis do fenômeno El Niño para a cultura. Em todas as regiões produtoras, caso as condições climáticas permitam, deve ocorrer um avanço significativo nos plantios, recuperando, assim, o atraso na implantação.

 

Feijão 1ª safra - A cultura encontra-se em fase de implantação. As chuvas, na metade Norte do Estado, impediram o progresso e, na metade Sul, a operação de implantação começou a se expandir. No entanto, a abrangência mais ampla no estabelecimento da primeira safra somente ocorrerá a partir de dezembro, quando se iniciarem as operações na principal região produtora, nos Campos de Cima da Serra. Para a Safra 2023/2024, projeta-se área de cultivo de 29.053 hectares. A estimativa de produtividade é de 1.775 kg/ha.

 

PASTAGENS E CRIAÇÕES

As condições climáticas favoráveis estimularam o desenvolvimento das pastagens de azevém, resultando em rebrotes significativos, que variam de acordo com a gestão da adubação e a carga animal no pasto. O período também foi propício para o crescimento das áreas de campo nativo; há boa exposição solar e aumento das temperaturas após alguns dias mais frios. O manejo adequado da lotação contribuiu para que as taxas de crescimento evoluíssem. Já em algumas regiões, o excesso de chuvas impactou o uso das pastagens, tanto cultivadas quanto nativas.

 

BOVINOCULTURA DE CORTE - As chuvas intermitentes e as temperaturas amenas proporcionaram melhorias para o estado nutricional do rebanho. Os animais estão recuperando suas condições corporais e acessando o campo nativo, que está em processo de recuperação. É fase de parições e de preparo das matrizes para a temporada reprodutiva. Quanto à sanidade, segue o cuidado em virtude do início das infestações por carrapato.

 

BOVINOCULTURA DE LEITE - Em praticamente todas as regiões, houve dificuldade no manejo dos animais e atrasos na implantação das pastagens de verão, devido às chuvas excessivas. Apesar das condições climáticas chuvosas, a saúde e o estado físico dos bovinos permaneceram estáveis. A desvalorização dos preços do leite tem sido fonte de apreensão e estreitamento das margens de lucro dos produtores, especialmente neste período do ano, quando os preços normalmente se situam acima da média. Adicionalmente, a perspectiva de recuperação nos preços é baixa, o que representa um fator desmotivador.

 

PESCA ARTESANAL - Os pescadores artesanais ainda estão se recuperando dos prejuízos causados pelos eventos climáticos extremos, como os ciclones, as chuvas intensas e as marés altas, que danificaram equipamentos, embarcações e locais de processamento. A pesca foi profundamente impactada, havendo também redução significativa nas capturas.

 

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, o término do período de defeso não resultou na retomada da pesca, pois o nível da Lagoa dos Patos está elevado em razão das chuvas intensas, causando prejuízos para feirantes e peixarias e dificuldades de acesso aos pescados. As colônias de pescadores também enfrentam desafios de manutenção em razão do clima. Em Rio Grande, a Lagoa do Patos mantém seu nível elevado, causando alagamentos em diversas áreas. A situação afeta a pesca e gera preocupações quanto à safra de corvina e de camarão; é possível que haja uma frustração da safra em fevereiro de 2024.

 

 

 

 

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