

A colheita do milho no Rio Grande do Sul avançou para 35% da área total cultivada, favorecida pelo predomínio de tempo seco, elevada radiação solar e ventos, que aceleram a perda de umidade dos grãos. A informação consta no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (05/02).
Apesar do avanço da colheita, o levantamento aponta expressiva variabilidade no desempenho produtivo, em razão da distribuição irregular das chuvas e da ocorrência de déficit hídrico em estágios críticos, como floração e enchimento de grãos. Em áreas irrigadas, os rendimentos são elevados, enquanto as lavouras de sequeiro já apresentam reduções consolidadas de produtividade.
Os plantios tardios ou de segunda safra enfrentam maior restrição hídrica tanto no estabelecimento quanto nas fases reprodutivas. Parte das áreas já colhidas foi liberada para novas semeaduras. As lavouras ainda em desenvolvimento vegetativo representam 9% da área, com potencial condicionado à manutenção da umidade do solo. A estimativa é de 785.030 hectares cultivados, com produtividade média de 7.370 kg/ha.

A soja apresenta heterogeneidade de desenvolvimento no Estado, reflexo da irregularidade das precipitações e das temperaturas elevadas. Enquanto algumas áreas mantêm bom potencial produtivo, outras enfrentam estresse hídrico, inclusive dentro de uma mesma região ou município.
A maior parte das lavouras está em fases de alta exigência hídrica, sendo 46% em floração e 27% em formação de vagens e enchimento de grãos. Para a Safra 2025/2026, a projeção indica 6.742.236 hectares cultivados, com produtividade média estimada em 3.180 kg/ha.
O período foi marcado por calor intenso, baixa umidade e chuvas desiguais, com temperaturas acima de 30°C em praticamente todo o Estado e picos superiores a 35°C, agravando o estresse hídrico em diversas regiões.
As áreas implantadas mais tardiamente apresentam bom desenvolvimento, enquanto produtores de áreas de plantio precoce têm antecipado a colheita para preservar a qualidade da silagem. A área estimada é de 366.067 hectares, com produtividade prevista de 38.338 kg/ha.
As condições climáticas permitiram o avanço da semeadura do feijão 1ª safra nos Campos de Cima da Serra, última região com áreas expressivas a serem implantadas. A colheita nas demais regiões também avançou, favorecida pelo tempo seco.
A semeadura do feijão 2ª safra atinge 20% da área prevista, com lavouras em desenvolvimento vegetativo. As estimativas apontam 26.096 hectares na 1ª safra, com produtividade de 1.779 kg/ha, e 11.690 hectares na 2ª safra, com produtividade média de 1.401 kg/ha.
A cultura do arroz apresenta desenvolvimento compatível com as fases fenológicas, favorecido por dias ensolarados e boa radiação solar. No entanto, temperaturas máximas acima de 35°C elevaram o risco de falhas na fecundação em algumas áreas em fase reprodutiva.
Predominam lavouras entre os estádios vegetativo e reprodutivo, com bom padrão de crescimento e sanidade. A área cultivada está estimada em 920.081 hectares, e a produtividade prevista é de 8.752 kg/ha.
Foto: José Schäfer
Informações:Taline Schneider
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