

Um estudo inédito conduzido por pesquisadores brasileiros identificou, pela primeira vez no país, a associação entre o inseto Diabrotica speciosa e um membro do complexo do fungo Fusarium oxysporum em lavouras de soja. A pesquisa indica que o inseto pode atuar como vetor do patógeno, com impacto direto na epidemiologia da podridão radicular — uma das doenças mais severas da cultura.

Foto: Divulgação/ Diabrotica speciosa - Vaquinha da Soja.
O trabalho conta com a participação do professor Geraldo Salgado-Neto, natural de Tupanciretã e atualmente atuando em Santa Maria, além dos pesquisadores Ceolin Bortolotto, Jayne Deboni da Veiga, André Wilson Campos Rosado, José Cola Zanuncio e André Costa da Silva. O estudo foi desenvolvido a partir da coleta de larvas e insetos adultos em áreas de produção de soja.

As análises laboratoriais detectaram a presença do fungo em diversas partes do corpo do inseto, incluindo trato digestivo, aparelho bucal, cutícula e protórax, reforçando a hipótese de que a espécie atua na disseminação do patógeno. Além disso, o fungo foi encontrado com alta frequência nas raízes das plantas analisadas, com incidência superior a 95% nas áreas estudadas.
Os resultados fortalecem a compreensão sobre a dinâmica de transmissão da doença no campo e abrem caminho para o aprimoramento de estratégias de manejo integrado de pragas, especialmente diante da relação de adaptação e possível simbiose entre o inseto e o patógeno em ambientes agrícolas.
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