

A colheita da soja no Rio Grande do Sul chegou a 50% da área cultivada na safra 2025/2026, estimada em 6,6 milhões de hectares. Conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (16), o avanço ocorre de forma irregular, impactado pelas chuvas frequentes e mal distribuídas, que elevam a umidade do solo e dificultam as operações no campo.
Atualmente, 36% das lavouras estão em maturação, enquanto 14% ainda se encontram nas fases de enchimento de grãos e floração. A produtividade apresenta grande variação entre regiões e até dentro de um mesmo município, reflexo direto da irregularidade hídrica ao longo do ciclo. A média estadual está estimada em 2.871 kg/ha, embora haja áreas com rendimento abaixo do custo de produção.
No milho, a colheita se aproxima do fim, atingindo 86% dos 803 mil hectares cultivados. Apesar de perdas pontuais causadas por estiagem em fases críticas, a produtividade média é considerada satisfatória, chegando a 7.424 kg/ha, com boa qualidade dos grãos. Já o milho destinado à silagem alcança 83% da área colhida, com produtividade média de 37.840 kg/ha, mesmo com limitações impostas pela alta umidade.
A colheita do arroz também avança, totalizando 74% da área cultivada, estimada em 891 mil hectares. Mesmo com interrupções causadas pelas chuvas, os rendimentos são considerados positivos, com produtividade projetada em 8.744 kg/ha e boa qualidade dos grãos.
No feijão, a primeira safra já foi concluída no Estado, com produtividade média estimada em 1.781 kg/ha, impactada por condições climáticas adversas no período reprodutivo em algumas regiões. Já a segunda safra, com área de 11,6 mil hectares, apresenta bom desenvolvimento e perspectiva de desempenho satisfatório.

No setor pecuário, o período é de transição nas pastagens, com queda gradual da qualidade do pasto de verão e avanço das espécies de inverno. Na bovinocultura de corte, o cenário é de estabilidade, embora o calor e a umidade elevadas imponham desafios ao manejo. Já na produção de leite, há redução em sistemas dependentes de pastagens, exigindo ajustes na alimentação e maior uso de silagem.
De forma geral, o cenário no campo gaúcho segue condicionado às variações climáticas, que influenciam diretamente o ritmo da colheita e o desempenho das culturas e rebanhos.
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