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Chuvas irregulares causam impactos pontuais no campo da região Central

Precipitações de baixa intensidade provocam interrupções momentâneas na colheita; em Tupanciretã, sorgo se destaca com safra concluída e produtividade estável, cita Emater Santa Maria

Publicada em 26/04/2026 às 09:23h | Divulgação  

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No que se refere às condições meteorológicas observadas na região Central ao longo do período, registraram-se precipitações de caráter pontual e, em sua maioria, de baixa intensidade na maior parte dos municípios, como em Santa Maria (5mm), São João do Polêsine (14mm) e Restinga Seca (15mm). Esse padrão irregular de chuvas resultou em impactos localizados sobre as atividades agrícolas, especialmente no que diz respeito à colheita de grãos.

De forma geral, as ocorrências pluviométricas ocasionaram apenas interrupções momentâneas nas operações de campo, sobretudo em áreas onde o volume acumulado foi suficiente para elevar a umidade do solo e das plantas, inviabilizando temporariamente o trânsito de máquinas. No entanto, essas paralisações foram de curta duração e não comprometeram de maneira significativa o andamento da colheita na maior parte das propriedades rurais da região.

 

Culturas de Verão

Soja

Em decorrência da ocorrência de precipitações pontuais ao longo da semana, as atividades de colheita sofreram desaceleração em alguns municípios da região, sobretudo naqueles em que os volumes registrados, ainda que irregulares, foram suficientes para interromper temporariamente as operações no campo, como em Santa Maria que a colheita se aproxima de 43% enquanto que em São João do Polêsine já se aproxima de 60%. Essa condição exigiu ajustes no planejamento das equipes e no uso de maquinário, contribuindo para um ritmo mais lento na colheita das lavouras.

No que diz respeito à produtividade, os efeitos do déficit hídrico verificado durante o mês de janeiro e no início de fevereiro foram determinantes para a redução do potencial produtivo em várias áreas. Em alguns municípios, as perdas foram expressivas, refletindo o estresse hídrico enfrentado pelas plantas em fases críticas do desenvolvimento.

De modo geral, observa-se uma elevada variabilidade nos rendimentos obtidos na região Central, resultado da interação de diferentes fatores agronômicos e ambientais. Entre os principais, destacam-se a distribuição espacial e temporal das chuvas, a época de semeadura adotada pelos produtores e as características edáficas de cada área, como capacidade de retenção de água e fertilidade do solo. Nesse contexto, os rendimentos médios têm oscilado entre 30 e 70 sc ha?¹, evidenciando a heterogeneidade produtiva entre propriedades e municípios.

Cabe ressaltar que, em situações específicas, especialmente em áreas implantadas mais precocemente, as perdas foram ainda mais intensas. Isso se deve ao fato de que o período reprodutivo dessas lavouras coincidiu de forma mais direta com a estiagem, comprometendo processos fisiológicos essenciais, como a floração e o enchimento de grãos. Como consequência, observam-se reduções significativas no número de grãos por planta e no peso final dos grãos, impactando negativamente o rendimento final dessas áreas.

Milho

No município de Júlio de Castilhos, as lavouras de milho destinadas à produção de grãos encontram-se com o ciclo fenológico encerrado, com colheita finalizada. As estimativas indicam perdas produtivas expressivas, atribuídas principalmente ao estresse hídrico decorrente da estiagem verificada ao longo do ciclo da cultura, impactando negativamente componentes de rendimento como número de grãos por espiga e massa de mil grãos. O milho cultivado na primeira safra que foi semeado mais tarde e o milho cultivado em segunda safra apresentam condições melhores que as demais lavouras e tem sido favorecidos pelas chuvas ocorridas no mês de março e abril.

Milho Silagem

O milho destinado à produção de silagem na região ocupa uma área cultivada de aproximadamente 10.155 hectares, apresentando produtividade média estimada em 30.534 kg ha?¹ de matéria verde. De modo geral, as lavouras, em sua maioria implantadas na safrinha, encontram-se em pleno desenvolvimento vegetativo, com operações de manejo em andamento e ainda em fase ativa de produção, sendo favorecidas pela incidência de chuvas semanais ao longo do mês de abril.

Observa-se, entretanto, que as áreas estabelecidas em períodos mais precoces foram mais severamente impactadas pela irregularidade na distribuição das precipitações ao longo do ciclo. Essa condição resultou em redução do potencial produtivo, especialmente em áreas onde a disponibilidade hídrica foi insuficiente para atender à demanda da cultura em momentos críticos.

O déficit hídrico registrado coincidiu com fases fenológicas sensíveis do milho, como o pendoamento (VT) e o período reprodutivo inicial, abrangendo estádios de florescimento e início do enchimento de grãos (R1–R3). Nessas condições, houve comprometimento do acúmulo de biomassa, redução na taxa de crescimento das plantas e limitações no desenvolvimento adequado das espigas.

Além da diminuição no volume total de matéria verde produzida, também se observam potenciais prejuízos na qualidade da silagem, especialmente no que se refere ao teor energético e à proporção de grãos na massa ensilada, fatores essenciais para o valor nutritivo final do alimento.

Feijão

A área cultivada com feijão de segunda safra na região é estimada em aproximadamente 499 hectares, com produtividade média projetada de 1.347 kg ha?¹. As chuvas pontuais ao longo dessa semana auxiliaram o bom desenvolvimento das plantas que apresentam desempenho agronômico satisfatório, destacando-se pelas condições fitossanitárias adequadas, com baixo nível de incidência de doenças e pragas. Além disso, observa-se elevado potencial produtivo, evidenciado pela boa carga de vagens e pelo desenvolvimento uniforme das plantas, favorecido pelas precipitações ocorridas nas últimas semanas.

Do ponto de vista operacional, cerca de 30% da área total já foi colhida. Os resultados obtidos até o momento confirmam as estimativas iniciais de produtividade, indicando consistência no desempenho das lavouras e ausência de variações significativas em relação ao potencial previamente projetado. Esse cenário reforça a expectativa de manutenção dos níveis produtivos até o encerramento da colheita.

Arroz 

A projeção inicial para a safra em curso indicava o cultivo de aproximadamente 124.415 hectares com arroz irrigado na região. Até o momento, no município de São João do Polêsine a colheita se aproxima de 41%, em Santa Maria a colheita se aproxima de 71%, já na região a colheita já ultrapassa 73% da área total semeada, evidenciando avanço expressivo das operações e bom andamento dos trabalhos a campo, favorecidos por janelas operacionais adequadas na maior parte do período e sem impactos significativos devido as chuvas observadas nesta semana.

No município de São João do Polêsine, aproximadamente 45% da área cultivada já foi colhida, com registros de produtividade considerados satisfatórios. De maneira geral, as lavouras colhidas na região vêm confirmando elevados rendimentos, frequentemente superiores a 8.000 kg ha?¹, o que indica desempenho agronômico positivo da cultura, associado a condições de manejo adequadas e, em grande parte das áreas, bom suprimento hídrico ao longo do ciclo.

Em Cacequi, a colheita encontra-se em fase final, com resultados que, de modo geral, também apontam para produtividades dentro de níveis considerados adequados. Esse cenário reforça a tendência regional de bons rendimentos, ainda que com variações pontuais entre municípios e propriedades.

Cabe destacar que as precipitações intensas registradas na penúltima semana ocasionaram episódios isolados de acamamento em algumas áreas. No entanto, esses eventos ocorreram de forma localizada e, até o momento, não têm provocado impactos expressivos sobre a produtividade final ou sobre a qualidade do grão colhido.

No âmbito econômico, a cultura do arroz enfrenta um contexto desafiador. Os preços de comercialização permanecem em patamares relativamente baixos, ao mesmo tempo em que os custos de produção seguem elevados. Essa combinação pressiona as margens de rentabilidade dos produtores e reforça a necessidade de maior eficiência na gestão técnica e financeira das propriedades, bem como de estratégias comerciais mais assertivas por parte dos orizicultores.

Sorgo                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                               

No município de Tupanciretã, a safra de sorgo granífero encontra-se integralmente colhida, marcando o encerramento das operações de campo para a cultura. Os resultados obtidos indicam produtividade média em torno de 65 sc ha?¹, refletindo um desempenho agronômico compatível com as condições edafoclimáticas observadas ao longo do ciclo. De modo geral, as lavouras apresentaram bom desenvolvimento, mesmo diante de eventuais oscilações nas condições climáticas, o que contribuiu para a consolidação de rendimentos satisfatórios.

No que diz respeito à comercialização, os preços do sorgo mantiveram-se relativamente estáveis durante o período avaliado, com cotação média próxima de R$ 45,00 por saca de 50 kg. Esse comportamento indica um cenário de equilíbrio entre oferta e demanda, sem variações significativas no mercado. 

 

 

Olerícolas 

Batata-doce

No município de São Vicente do Sul, as lavouras de batata-doce apresentam variabilidade quanto ao estágio de desenvolvimento, com talhões ainda em fase de enchimento das raízes tuberosas, enquanto outros já se encontram próximos da maturação fisiológica. Essa desuniformidade está associada, principalmente, às diferenças nas épocas de plantio e nas condições microclimáticas ao longo do ciclo.

Com a presença das chuvas pontuais nesta semana e na semana passada, observou-se a reativação do crescimento das plantas, especialmente na parte vegetativa, revertendo o cenário anterior de redução no desenvolvimento, que havia sido provocado por temperaturas elevadas e pela limitação hídrica. Esse novo aporte de umidade no solo contribuiu para a melhoria das condições gerais das lavouras.

Em relação ao aspecto fitossanitário, foram identificados focos de murcha bacteriana, causada por Ralstonia solanacearum. Trata-se de um patógeno de elevada relevância econômica para a cultura, uma vez que pode provocar perdas significativas de produtividade, especialmente em áreas onde as condições ambientais favorecem sua disseminação e estabelecimento.

 

Mandioca

As lavouras de mandioca em sua maioria, estão nas fases de enchimento das raízes tuberosas e de maturação, caracterizando um período importante para a definição do rendimento final. Em algumas propriedades, observamos o início da colheita e da comercialização, com a produção sendo direcionada principalmente para mercados locais e feiras, o que contribui para a geração de renda imediata aos produtores.

As precipitações registradas nesta semana tiveram efeito positivo sobre o desenvolvimento das plantas, promovendo a reativação do crescimento vegetativo e favorecendo o acúmulo de biomassa, fator diretamente relacionado ao incremento do peso das raízes. Esse cenário contribui para a manutenção do potencial produtivo das lavouras, especialmente naquelas que haviam sido impactadas por períodos anteriores de restrição hídrica.

No aspecto fitossanitário, há registros da ocorrência de antracnose, doença que incide principalmente sobre a parte aérea das plantas. Em condições ambientais favoráveis ao patógeno, como elevada umidade e temperaturas amenas, a doença pode se intensificar, comprometendo o desenvolvimento vegetativo e, consequentemente, o desempenho produtivo da cultura.

Folhosas

De forma geral, as hortaliças folhosas vêm apresentando recuperação gradual do crescimento vegetativo, impulsionada pela diminuição das temperaturas e pela ocorrência de condições climáticas mais amenas ao longo da semana. Esse cenário tem favorecido o desenvolvimento das plantas, especialmente após períodos anteriores de estresse térmico.

As precipitações registradas contribuíram para a recomposição dos níveis dos reservatórios, aumentando a disponibilidade de água para irrigação — fator fundamental para culturas de ciclo curto e elevada exigência hídrica, como as folhosas. Essa melhora nas condições hídricas tende a refletir positivamente tanto na produtividade quanto na qualidade comercial dos produtos.

No aspecto fitossanitário, persistem ocorrências de insetos-praga, com destaque para a mosca-branca (Bemisia tabaci) e tripes (Frankliniella schultzei), especialmente em lavouras de alface. Diante desse cenário, reforça-se a necessidade de monitoramento frequente e da adoção de práticas de manejo integrado de pragas (MIP), visando reduzir os danos e evitar desequilíbrios no sistema produtivo.

 

Fruticultura

Olivicultura e Nogueira-pecã

No município de São João do Polêsine, a colheita de azeitonas destinadas à produção de azeite de oliva segue em andamento, com indicativos de bom desempenho produtivo e qualidade satisfatória dos frutos. Em Cachoeira do Sul, as operações também avançam de forma consistente, com produtividades dentro das expectativas.

Paralelamente, empresas ligadas à cadeia produtiva da nogueira-pecã têm intensificado a mobilização de mão de obra, por meio de ações de recrutamento, em função da proximidade do início da colheita. As projeções indicam uma safra promissora para ambas as culturas, reflexo de condições edafoclimáticas favoráveis ao longo do ciclo, que contribuíram para o bom desenvolvimento das plantas e formação dos frutos.

 

Banana

No município de São João do Polêsine, as áreas cultivadas com bananeira vêm retomando a normalidade produtiva após um período de menor desempenho, associado às condições climáticas adversas do inverno. A adoção de práticas de manejo, especialmente a adubação de manutenção no período pós-invernal, foi determinante para a regularização da emissão de cachos e da colheita.

Com isso, houve restabelecimento da oferta de frutos, atendendo tanto programas institucionais, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), quanto cooperativas regionais e o comércio local, incluindo o município de Faxinal do Soturno.

Os produtores seguem realizando tratos culturais essenciais, como adubação periódica e limpeza das touceiras, com destaque para a retirada de plantas afetadas por geadas. Essas práticas visam à renovação dos bananais e à melhoria da uniformidade produtiva. Os preços praticados na região variam entre R$ 3,50 e R$ 4,00 por unidade de comercialização, conforme o padrão adotado localmente.

 

Morango

No município de Agudo, observa-se o início do plantio de morango em sistema convencional, realizado diretamente no solo. As plantas de segundo ciclo (sobreano) encontram-se em plena produção, com preços médios variando entre R$ 35,00 e R$ 40,00 por quilograma, refletindo boa aceitação do produto no mercado.

Além da comercialização do fruto in natura, também se verifica a oferta de morango congelado, com valores entre R$ 25,00 e R$ 30,00 por quilograma, ampliando as possibilidades de comercialização e agregação de valor.

Citricultura

Nos pomares localizados em São Vicente do Sul, as plantas encontram-se predominantemente na fase de crescimento e desenvolvimento dos frutos, etapa determinante para a definição do potencial produtivo.

A estiagem registrada durante o mês de fevereiro impactou negativamente a fase reprodutiva, podendo ter comprometido o pegamento dos frutos e, consequentemente, reduzir a produtividade final em algumas áreas.

Do ponto de vista fitossanitário, há registros pontuais da ocorrência de cancro cítrico, além da presença de insetos-praga como pulgões e larvas-minadoras. Esse cenário demanda acompanhamento constante e adoção de estratégias de manejo integrado, visando minimizar os danos e preservar o potencial produtivo dos pomares.

 

Pastagens

As áreas de campo nativo vêm apresentando expressiva resposta vegetativa em função da recente melhoria nas condições edafoclimáticas, especialmente pela adequada interação entre temperatura e disponibilidade hídrica, fortalecida ao longo desta semana. Esse cenário tem favorecido o rebrote e o incremento na taxa de crescimento das espécies forrageiras, condição igualmente observada nas pastagens perenes cultivadas, contribuindo para a manutenção da capacidade de suporte e do equilíbrio dos sistemas de pastejo.

Em contrapartida, as forrageiras anuais de verão encontram-se, em sua maioria, em estádios fenológicos avançados, com espécies como sorgo, capim-sudão e milheto em fase de alongamento do colmo e emissão de inflorescências, aproximando-se do término do ciclo. Esse avanço implica alterações na qualidade da forragem, com aumento dos teores de fibra estrutural e consequente redução da proteína bruta e da digestibilidade, além de declínio progressivo na oferta de massa verde.

As precipitações recentes também viabilizaram a continuidade da implantação das forrageiras de inverno, marcando a transição entre sistemas forrageiros sazonais. Esse passo é estratégico para a continuidade do suprimento alimentar dos rebanhos, permitindo melhor planejamento nutricional para os próximos períodos.

Bovinocultura de corte

Os rebanhos de corte apresentam, de modo geral, escore de condição corporal (ECC) satisfatório, reflexo da disponibilidade ainda adequada de forragem nas áreas de campo nativo e pastagens estivais. Apesar disso, já se observa alteração na qualidade do pasto, com elevação do teor de fibra em função do avanço do ciclo das plantas, o que pode impactar gradualmente o desempenho animal.

No âmbito sanitário, verifica-se aumento na infestação por ectoparasitas, especialmente carrapatos e moscas, condição típica desta época do ano. Diante disso, recomenda-se a adoção de controle estratégico, com intervenções precoces e uso racional de produtos acaricidas. Também é fundamental atenção à prevenção da tristeza parasitária bovina, sobretudo em áreas endêmicas e em categorias mais suscetíveis, como terneiros no período pós-desmame. A imunização contra clostridioses segue sendo uma prática essencial para mitigação de riscos sanitários.

Bovinocultura de leite

A atividade leiteira mantém níveis produtivos compatíveis com o período; contudo, a aproximação do final do ciclo das pastagens anuais de verão, como milheto, sorgo e capim-sudão, sinaliza o início do vazio forrageiro outonal. Essa fase é caracterizada pela redução na oferta de forragem de qualidade, o que tende a impactar negativamente a produção de leite e o escore de condição corporal dos animais.

Em sistemas mais intensivos, observa-se elevação nos custos de produção devido à necessidade de suplementação alimentar, visando suprir a deficiência nutricional. Já em sistemas baseados em pasto, produtores têm adotado estratégias de ajuste, como redução no fornecimento de concentrados, buscando equilibrar custos e receitas.

Do ponto de vista sanitário, segue o monitoramento de ectoparasitas, com destaque para moscas e carrapatos, sendo recomendada a adoção de manejo integrado para minimizar prejuízos produtivos.

Os preços pagos ao produtor permanecem em cenário desafiador, especialmente para produtores com maior nível de intensificação, que enfrentam margens reduzidas ou até negativas.

Ovinocultura

Os rebanhos ovinos apresentam, de forma geral, bom escore de condição corporal, indicando adequada disponibilidade nutricional até o momento. Neste período, intensificam-se os manejos reprodutivos, com destaque para a realização de diagnósticos de gestação, fundamentais para o planejamento do sistema produtivo.

No aspecto sanitário, destaca-se a necessidade de monitoramento rigoroso das verminoses, sobretudo em cordeiros, borregos e animais com menor condição corporal. As condições ambientais, marcadas por temperaturas elevadas e umidade, favorecem o ciclo dos endoparasitas, exigindo estratégias de controle bem planejadas. A vacinação contra clostridioses também deve ser mantida como medida preventiva essencial.

Apicultura 

No município de Cacequi, parte dos apicultores já iniciou a colheita do mel, com produtividades consideradas satisfatórias, próximas de 12 kg por melgueira. As condições climáticas seguem favoráveis à atividade, e observa-se o início da principal florada regional, com destaque para o eucalipto, o que tende a intensificar o fluxo de néctar e elevar o potencial produtivo das colmeias. Esse contexto também favorece a prática da apicultura migratória, com deslocamento de enxames para áreas com maior oferta de recursos florais.

Em São Vicente do Sul, os apicultores estão em plena execução dos manejos de rotina, incluindo limpeza de colmeias, revisão de melgueiras e colheita do mel. Essas práticas são essenciais para garantir a sanidade dos enxames e otimizar a produtividade durante o período de maior disponibilidade de floradas.

 

Escritório Regional de Santa Maria

Gerente Regional Guilherme Passamani

 

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