
A dirigente do SOS Agro RS, Graziela Camargo, divulgou um vídeo nas redes sociais em que faz duras críticas à Resolução nº 5.314 do Conselho Monetário Nacional (CMN). Segundo ela, a medida representa um retrocesso para os produtores rurais, especialmente diante das sucessivas perdas provocadas por estiagens e enchentes.
No vídeo, Graziela afirma que a resolução foi publicada antes mesmo do lançamento do novo Plano Safra e que altera as regras para a prorrogação das operações de crédito rural.
"É o fim da linha para os produtores rurais. O que você e eu mais temíamos acabou de acontecer. E o governo fez isso em silêncio, antes mesmo de lançar o novo Plano Safra."
Segundo a dirigente, a principal preocupação é que a prorrogação das dívidas em casos de frustração de safra por eventos climáticos deixaria de ser uma garantia prevista no Manual de Crédito Rural (MCR) e passaria a depender da análise das instituições financeiras.
"Agora, se você perder tudo, a prorrogação depende exclusivamente do humor, do querer e da conveniência do banco. Ou melhor, do gerente do banco."
Ainda na manifestação, Graziela afirma que a medida compromete a permanência de pequenos e médios produtores na atividade e pode afetar a produção de alimentos.
"O governo está negligenciando totalmente a nossa soberania alimentar. Quem vai produzir a comida que vai à mesa dos brasileiros se quem produz está sendo sufocado pela burocracia e pelo sistema financeiro? É o colapso do pequeno e do médio produtor."

A dirigente também relacionou a nova resolução à recente mobilização em torno do Projeto de Lei nº 5.122, defendido pelo movimento SOS Agro como alternativa para a renegociação das dívidas dos produtores gaúchos.
"O PL 5.122 resolveu o passado e essa resolução do Conselho Monetário Nacional extermina o futuro."
Ao final do vídeo, Graziela Camargo afirmou que a revogação da Resolução nº 5.314 passará a ser uma das prioridades do movimento.
"Derrubar, cancelar, revogar essa resolução do Conselho Monetário Nacional será a prioridade daqui para frente. Ou vai ser a conveniência dos bancos ou a sobrevivência do campo."



