
Pequenos produtores rurais do Rio Grande do Sul iniciam a nova safra de verão sob forte pressão financeira, após anos de perdas provocadas por estiagens, enchentes e outros eventos climáticos. Segundo estimativa da Fetag-RS citada pelo Globo Rural, as dívidas de agricultores e pecuaristas enquadrados no Pronaf chegam a R$ 8,5 bilhões, mas apenas cerca de R$ 3 bilhões estariam aptos à renegociação prevista pela MP 1.376/2026.
A situação também é preocupante na região de Tupanciretã e Jari. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais dos dois municípios, João Antônio Moreira Cardoso, em matéria divulgada pelo Globo Rural cerca de 80% dos aproximadamente 1.500 agricultores familiares representados pela entidade enfrentam grave crise financeira e endividamento crescente.

O cenário já provoca impactos sociais e econômicos, com produtores deixando a atividade rural em busca de empregos e propriedades reduzindo ou até encerrando contratações de trabalhadores. Para a nova safra, agricultores relatam que estão reduzindo investimentos em fertilizantes e defensivos devido à dificuldade de equilibrar os custos de produção com os preços dos produtos agrícolas.




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