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Comércio local, principal parceiro do agronegócio

A sequência de eventos adversos também é sentida diretamente no balcão, nas prateleiras e no caixa das lojas e empresas locais.

Publicada em 21/02/2026 às 10:30h | Redação.  

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Comércio local, principal parceiro do agronegócio


 

O comércio local sente diretamente os impactos enfrentados pelo agronegócio. E não somente os prestadores de serviços. O reflexo da má gestão, dos efeitos climáticos ou das mudanças provocadas pelo mercado internacional abre uma ferida silenciosa e quase incurável no setor que é o segundo mais importante na geração de emprego e renda. 

Em uma cidade que depende do produto primário para gerar dividendos, qualquer desequilíbrio na cadeia agrícola é sentido imediatamente. Os empresários, muitas vezes sem incentivos e enfrentando juros elevados, precisam fazer um verdadeiro malabarismo para manter empregos e evitar que os clientes deixem de consumir seus produtos. Abrem mão do crescimento e reduzem margens de lucro para atrair consumidores. Principalmente o pequeno empreendedor, sem capital, padece, desidratando a cada dia, sem perspectivas. Ainda assim, segue resiliente e nunca deixa de acreditar. 

O empresário não conta com incentivos ou decretos para prorrogar dívidas. Não planta, mas fica de olho no clima e, silenciosamente, torce para que o campo produza e siga gerando riqueza. Sabe que tudo começa na lavoura, debaixo do sol quente ou nos dias escuros de chuva. A descapitalização dos produtores reduz o consumo de bens duráveis e não duráveis no varejo das cidades do interior, gerando um efeito cascata que afeta o comércio local de forma generalizada. 

"A sequência de eventos adversos também é sentida diretamente no balcão, nas prateleiras e no caixa das lojas e empresas locais. "

Segundo dados do Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul, no Brasil, entre 1991 e 2024, foram registradas 32.453 ocorrências de desastres causados por estiagens e secas, sendo que o Rio Grande do Sul foi responsável por 11,98% desses eventos. O Estado ocupa a segunda posição no ranking de ocorrências de estiagens e secas, atrás apenas da Bahia e à frente de Minas Gerais. 

Tupanciretã, mais uma vez, enfrenta problemas climáticos. Nesta semana, o município, seguindo o exemplo de outras cidades, como Júlio de Castilhos, divulgou o Decreto nº 7.668. Embora haja lavouras verdejantes, as chuvas irregulares e o calor extremo de janeiro, aliados à impotência dos produtores para investir — já que vêm definhando a cada safra —, resultam em uma estimativa de quebra de 20% na safra de verão, principalmente no milho e na principal moeda do campo, a soja. 

Assim, quando a classe vai às ruas, pede apoio da população e o comércio se mostra parceiro, fechando lojas e adesivando vitrines, é importante lembrar de adquirir e prestigiar o comércio local, pois este é o principal amigo do agro. 

 




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