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El Niño pode trazer mais chuva e risco de temporais no Sul do Brasil, aponta Inmet

Fenômeno climático tem probabilidade elevada de se formar ainda em 2026, com impactos diretos no Rio Grande do Sul

Publicada em 03/05/2026 às 11:04h | Redação JMD 

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El Niño pode trazer mais chuva e risco de temporais no Sul do Brasil, aponta Inmet
 (Foto: JMD)


 

 

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno El Niño–Oscilação Sul (ENOS) é um dos principais moduladores do clima global. Ele está relacionado às variações na temperatura das águas do Oceano Pacífico e na circulação atmosférica, sendo dividido em três fases: El Niño (aquecimento), La Niña (resfriamento) e neutralidade.

No Brasil, o Rio Grande do Sul está entre as regiões mais impactadas. Durante episódios de El Niño, há intensificação do transporte de umidade da Amazônia para o Sul do país, favorecendo a formação de sistemas de baixa pressão e aumentando o risco de tempestades, chuvas intensas e até inundações.

Dados do Centro de Previsão Climática, vinculado à NOAA, indicam aumento na probabilidade de formação do fenômeno ao longo de 2026. Atualmente, o Pacífico equatorial ainda se encontra em condição de neutralidade, após o enfraquecimento da La Niña, mas já apresenta sinais de aquecimento gradual.

As projeções apontam cerca de 80% de chance de manutenção da neutralidade até o fim do primeiro semestre. A partir do trimestre maio–junho–julho, a probabilidade de formação do El Niño supera 60%, podendo ultrapassar 90% no segundo semestre deste ano.

 

 

Impactos no Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul possui clima subtropical úmido, com chuvas bem distribuídas ao longo do ano. No entanto, esse padrão pode ser alterado em anos de El Niño. A atuação do fenômeno intensifica correntes atmosféricas, como o jato subtropical, e aumenta o transporte de umidade, favorecendo eventos de chuva acima da média.

Estudos históricos mostram que, em episódios de El Niño forte, o Estado registra volumes elevados de precipitação, especialmente entre os meses de maio e novembro. As regiões noroeste e central costumam concentrar os maiores acumulados, elevando o risco de cheias e transtornos.

Além disso, há um padrão de contraste no Brasil: enquanto o Sul tende a enfrentar excesso de chuva, regiões do Norte e Nordeste podem registrar períodos mais secos.

 

Diante desse cenário, o monitoramento das condições climáticas torna-se essencial, principalmente para setores como agricultura, defesa civil e gestão de recursos hídricos.

 

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