Ver. Claudiomiro, tribuna da Câmara. (Foto: Arquivo JMD. )

O vereador Claudiomiro Cordeiro dos Santos, o Nenê (PT), divulgou em suas redes sociais, na sexta-feira (15), uma nota pública em resposta ao episódio ocorrido no dia 27 de julho, envolvendo um médico plantonista do Hospital de Caridade Brasilina Terra.
Na ocasião, o profissional foi submetido ao teste do bafômetro, que apontou resultado negativo para álcool. Posteriormente, constatou-se que ele estava infectado com o vírus H1N1. O caso gerou repercussão após o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) emitir nota de repúdio direcionada a um vereador e a um parente de paciente que participaram da denúncia.
Em sua manifestação, o parlamentar afirmou que apenas cumpriu sua função constitucional de fiscalização, após receber relatos de moradores sobre a conduta do médico. Claudiomiro relatou que, ao tentar entrar no hospital, foi inicialmente impedido, mas posteriormente autorizado pela Brigada Militar a conversar com o profissional. Segundo o vereador, a guarnição constatou que o médico apresentava sintomas gripais, sem sinais de embriaguez.
O vereador destacou ainda que não houve agressão física ou verbal durante a ocorrência e que sua presença não prejudicou o atendimento no hospital. “Minha atuação teve como único objetivo apurar os fatos e garantir que a população recebesse informações corretas, evitando a propagação de boatos”, disse.
Ele reforçou o respeito aos profissionais de saúde, mas criticou a decisão do hospital em manter o médico no plantão mesmo ciente de seu estado de saúde. “Fiscalizar é dever constitucional do vereador, especialmente quanto à transparência e à qualidade dos serviços públicos”, afirmou.
A nota encerra reafirmando o compromisso do parlamentar em fiscalizar e defender um serviço público eficiente, humano e de qualidade.

NOTA NA ÍNTEGRA
NOTA PÚBLICA – ESCLARECIMENTO À COMUNIDADE
Em razão dos acontecimentos registrados no dia 27 de julho, no Hospital de Caridade Brasilina Terra, e das declarações posteriormente divulgadas pelo Simers (Sindicato Médico do Rio Grande do Sul), venho prestar esclarecimentos à comunidade de Tupanciretã.
Naquela data, recebi manifestações de moradores relatando suspeita sobre a conduta de um médico plantonista. No exercício legítimo da minha função de vereador — prerrogativa prevista no art. 31 da Constituição Federal — compareci ao hospital para averiguar a situação.
Ao chegar, fui impedido de entrar, sob a justificativa de que não havia autorização para a presença de vereador no local. A Brigada Militar foi acionada pelo próprio hospital e, após conversar primeiramente com o médico, a guarnição autorizou minha entrada para dialogar com ele.
A Brigada constatou que o profissional apresentava sintomas compatíveis com virose/gripe, sem indícios de uso de álcool. Não houve, em momento algum, agressão física ou verbal.
Cerca de uma hora após minha chegada, outro médico compareceu para substituí-lo no plantão. O profissional foi retirado do atendimento e internado para recuperação. Ressalto que, ao manter o médico no plantão mesmo ciente de seu estado de saúde, o hospital assumiu risco desnecessário tanto para os pacientes quanto para o próprio servidor.
Minha atuação teve como único objetivo apurar os fatos e garantir que a população recebesse informações corretas, evitando a propagação de boatos. Fiscalizar é dever constitucional do vereador, especialmente quanto à transparência e à qualidade dos serviços públicos.
Reafirmo meu respeito aos profissionais da saúde e ao trabalho que realizam, mas refuto insinuações de “invasão” ou “interferência” no ato médico, pois minha presença foi autorizada e não prejudicou o atendimento.
Mantenho meu compromisso de fiscalizar, agir com transparência e defender, com responsabilidade e respeito, o direito da população a um serviço público eficiente, humano e de qualidade.
Tupanciretã, 15 de agosto de 2025
Claudiomiro Cordeiro dos Santos – Nenê (PT)
Vereador de Tupanciretã