

Na sessão desta segunda-feira (25), a Câmara de Vereadores de Tupanciretã analisou a admissibilidade da denúncia apresentada pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) contra o vereador Claudiomiro Cordeiro dos Santos (Nenê – PT), acusado de quebra de decoro parlamentar.
Em sua defesa no plenário, o parlamentar reafirmou que agiu dentro de suas prerrogativas ao atender solicitação da comunidade para verificar a situação de um médico em plantão no Hospital de Caridade Brasilina Terra (HCBT).
“Jamais afirmei que o médico estava embriagado, houve apenas a suspeita levantada pela moradora da comunidade. O que fiz foi cumprir meu papel de fiscalizador, com responsabilidade e dentro da legalidade”, disse o vereador.
Nenê também classificou a representação do Simers como “desrespeitosa ao Legislativo Municipal”, lembrando que casos semelhantes já foram arquivados, como ocorrido em Santana do Livramento [...]. “Quero dizer aos colegas vereadores que, mesmo que seja feita (denúncia) na forma dos artigos 68 e 69, é um momento para rever, pois está vinculada ao CNPJ e deveria ser por pessoa física.”
A admissibilidade foi aprovada por 5 votos a 2 – sendo um contrário e um nulo. Com isso, por sorteio, foi formada uma comissão, composta pelos vereadores Luiz Valmor da Silva França (Republicanos), Benhur Lucídio Terra (PL) e Eduardo Silva Almeida (PSB). Eles serão responsáveis por conduzir as oitivas e relatar o caso.
O processo segue em tramitação na Casa, podendo resultar em cassação do mandato.

O SIMERS protocolou na Câmara de Vereadores de Tupanciretã representação por quebra de decoro parlamentar contra o vereador Claudiomiro Cordeiro dos Santos (Nenê – PT).
A denúncia refere-se ao episódio de 27 de julho, no Hospital de Caridade Brasilina Terra, quando o parlamentar, segundo a entidade, expôs publicamente o médico plantonista Dr. Alex Pandolfo. Conforme o sindicato, o vereador tentou entrar no hospital sem autorização, acionou a Brigada Militar e exigiu teste de etilômetro em público, constrangendo o profissional. Exames posteriores apontaram resultado negativo, e o médico foi afastado após diagnóstico de H1N1.
O SIMERS sustenta que a atitude do vereador foi abuso de poder, ofendeu a dignidade médica e cita outro processo judicial movido por profissional da saúde contra ele. O sindicato pediu que a Câmara instaure processo disciplinar e aplique a pena cabível, incluindo a cassação do mandato.
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