FESTEJOS FARROUPILHA
A chuva caía sobre o asfalto da Avenida Vaz Ferreira, em Tupanciretã, no mesmo ritmo em que cavaleiros e prendas avançavam no Desfile Farroupilha deste sábado, 20 de setembro. Os ponchos e chapéus encharcados, assim como os vestidos pesados das prendas, não foram barreiras suficientes para deter a expressão da tradição que atravessa gerações no Rio Grande do Sul.
Mesmo com a presença reduzida de público, os tradicionalistas não recuaram. Cavaleiros e amazonas, de dezenas de representatividades, cruzaram pelo palanque oficial sob os olhares atentos do prefeito Gustavo Terra, do vice-presidente da Câmara de Vereadores, José Nocrécio, do sargento da Brigada Militar, Emerson Lírio, além de lideranças políticas e representantes do movimento tradicionalista.
Este ano, a ausência de grande parte dos caminhões que costumam transportar as crianças das invernadas e elencos foi sentida, mas não esvaziou o simbolismo do ato. O encerramento coube ao piquete Os Farrapos, que trouxe à avenida a clássica encenação: os presos de guerra, a batalha contra os imperialistas e a queda do combatente, cena que sintetiza a memória do conflito farroupilha.
Em seu discurso, o prefeito Gustavo Terra evocou a força da ancestralidade:
“Tenho certeza que todos nós temos algum antepassado que teve participação ativa e importante na Revolução Farroupilha. É fundamental resgatarmos essa memória pelo sacrifício que fizeram por nós”, afirmou.
Com a extinção da Chama Crioula, um novo ciclo tem início. Em 2026, Tupanciretã será sede da distribuição da centelha para todas as cidades da 9ª Região Tradicionalista.
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