

O joão-de-barro é um pássaro construtor, característico da região e conhecido por sua habilidade e inteligência na arquitetura de seus ninhos de barro. O que não é comum é vê-lo construir exatamente no travessão de uma goleira em pleno campo de futebol.
“Aqui não chutamos onde a coruja dorme, e sim onde o joão-de-barro dorme”, brinca o treinador Décio Eibs, ao comentar a cena que surpreende no Estádio Nhatálio Herter, o tradicional campo do GEPO, em Tupanciretã.

O fato já seria curioso por si só, mas fica ainda mais inusitado pelo comportamento persistente da ave. Mesmo após três destruições acidentais do ninho por chutes ao gol, o joão-de-barro segue retornando ao mesmo ponto e reconstruindo sua morada no travessão.
Os campos de futebol do Rio Grande do Sul são conhecidos por atrair os quero-queros, que frequentemente fazem seus ninhos próximos às quatro linhas. Mas, em Tupanciretã, o protagonismo alado pertence ao joão-de-barro, que encontrou no estádio um lar improvável.
E assim, entre treinos e partidas, segue sendo um espectador privilegiado — ou talvez um torcedor fanático — do futebol tupanciretanense.
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