

O título já indica um assunto desconfortável. Vamos abordá-lo, visto que é um problema comum. Eu próprio já presenciei, e acredito que alguns de vocês também, principalmente quando precisamos de estacionamentos no centro da cidade.
O senso social é a capacidade de entender, agir e interagir com o coletivo, compreendendo as dinâmicas, normas e problemas de uma sociedade além da superfície. Refere-se à sensibilidade para o ambiente social, empatia e noção do impacto do comportamento individual no grupo.
Já o egoísmo é a tendência a priorizar os próprios interesses, desejos e necessidades, frequentemente ignorando ou desconsiderando o bem-estar alheio.
É claro que a nossa frota automobilística e de motocicletas é muito grande, o que indica bons índices de renda per capita. No entanto, dificulta o estacionamento para todos.
Sabemos que já houve mudanças no setor de trânsito, visando melhorar o fluxo e foram ações adequadas e significativas. Pelos espaços oblíquos, placas, demarcações, faixas de segurança para pedestres e vias para bicicletas.
Infelizmente, esta questão não parece ser percebida e praticada por todos os cidadãos. Muitas vezes é muito difícil estacionar no centro da cidade. Além disso, às vezes uma motocicleta ocupa um espaço oblíquo ou um automóvel fica por muito tempo na vaga da farmácia, que tem um limite de tempo.
As farmácias não usam os cones que as grandes lojas colocam para efetuar suas descargas de materiais. Tudo isso, no meu entender, é compreensível, pois ainda não temos áreas demarcadas específicas, as vias são públicas e todos têm o mesmo direito de estacionar.
Mas imagine que você tenha um estabelecimento comercial na avenida Vaz Ferreira. É difícil acreditar que você não se importe com o espaço em frente, para uso pessoal e principalmente de seus clientes. Um dia, estaciona no seu espaço um carro de um funcionário de outro estabelecimento e geralmente deixa de um modo que não cabe outro veículo na frente ou atrás. Ou seja, no seu trabalho não, mas no do outro pode.
E é ainda pior quando é o próprio proprietário de outro estabelecimento, e o seu veículo fica na porta de outro comerciante o dia inteiro. É claro que os prejudicados não reclamam, pois qualquer dano ao carro no espaço alheio os colocaria como suspeitos.
E isso é lógico, pois as pessoas que não possuem senso social e são egoístas só pensam em si e julgam as outras pessoas à sua maneira. As boas convivências são construtivas, invadir os espaços dos outros não é legal. E é muito antissocial. Não deixe que o seu automóvel ou a moto lustrosa e bonita falem por você.
João Cesar Flores
Tupanciretã-RS



