

Na última sexta-feira, dia 27 de março, a Casa de Cultura José Mariano de Freitas Beck, em Tupanciretã, sediou uma importante ação de conscientização voltada ao enfrentamento da violência de gênero. O evento integrou o programa “OAB Vai à Escola” e marcou o Dia D de mobilização contra o feminicídio no Rio Grande do Sul, iniciativa promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em todas as subseções do Estado.
A atividade, que inicialmente estava prevista para o dia 25, precisou ser transferida em razão das condições climáticas. Segundo a advogada Lylian Câmpara, uma das organizadoras, o objetivo principal foi levar informação e reflexão aos jovens. “O objetivo desse evento foi conscientizar as crianças e os adolescentes sobre a violência doméstica, violência de gênero, cidadania, e instituir mais respeito dentro das escolas”, destacou.
O encontro contou com a participação da psicóloga do CREAS, Carla Schelotti, e do delegado de polícia Anderson Riedel, que abordaram temas como a origem da violência doméstica e seus primeiros sinais nos relacionamentos. A ação foi direcionada a estudantes dos oitavos e nonos anos das redes municipal e estadual de ensino.

De acordo com Lylian, o evento foi considerado bastante produtivo. “O público fez bastante questionamento, ficaram muito à vontade. O delegado e a Carla contribuíram muito para esclarecimento de dúvidas”, afirmou. Ao todo, cerca de 350 alunos participaram da atividade.
A iniciativa foi organizada pela própria Lylian, que atua como delegada da Escola da Advocacia, em conjunto com a advogada Pâmela Dias Rocha, presidente da Comissão da Mulher Advogada, além de outros integrantes da OAB local.
A ação também reforçou um alerta preocupante: os altos índices de feminicídio no Estado. “O principal foco do nosso evento é demonstrar que, com respeito, a gente diminui a violência. A partir do momento que a gente começa a respeitar as mulheres, a gente começa a evitar os crimes”, ressaltou Lylian.
A OAB pretende dar continuidade às atividades do programa “OAB Vai à Escola”, levando debates e orientações para dentro das instituições de ensino, com o objetivo de formar uma cultura de respeito e, a longo prazo, contribuir para a redução da violência contra a mulher.
TODOS CONTRA A DENGUE



