

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Tupanciretã promoveu, na noite de quinta-feira (16), uma reunião com advogados que atuam no município para tratar do avanço do chamado “golpe do falso advogado”. O encontro teve como foco alertar a classe e ampliar a conscientização sobre o crime, que vem se tornando cada vez mais comum em todo o país.
Durante a atividade, o presidente da subseção, Mario Portinho Viana, apresentou diferentes aspectos da fraude, destacando a atuação de organizações criminosas estruturadas que utilizam dados reais de processos para enganar vítimas. Segundo ele, os golpistas se passam por advogados por meio de aplicativos de mensagem, solicitando valores sob a justificativa de liberação de créditos judiciais.
Além da troca de experiências entre os profissionais, foram apresentadas medidas adotadas pela OAB para enfrentar o problema. A entidade reforça que o golpe envolve estelionatários que acessam informações processuais e entram em contato com clientes, exigindo pagamentos indevidos, muitas vezes com senso de urgência.

Entre os principais sinais de alerta estão o contato por número desconhecido, pedidos urgentes de pagamento, utilização de contas de terceiros, pressão emocional e comunicação restrita a aplicativos como o WhatsApp.
A orientação é que os cidadãos sempre confirmem a veracidade do contato com seus advogados por canais oficiais, evitem compartilhar dados pessoais ou financeiros sem verificação prévia e desconfiem de cobranças inesperadas, especialmente relacionadas a supostos valores judiciais.
A OAB também orienta os profissionais a reforçarem a comunicação com seus clientes, alertando sobre possíveis tentativas de fraude e adotando práticas de segurança digital, como autenticação em dois fatores e verificação de perfis.
Em casos de suspeita ou confirmação de golpe, a recomendação é registrar ocorrência junto à Polícia Civil do Rio Grande do Sul, seja presencialmente ou por meio da delegacia online.
O combate ao golpe do falso advogado segue como pauta permanente da OAB no Estado, que tem promovido ações como audiências públicas, criação de grupos de trabalho, campanhas de conscientização, além de articulações com autoridades e empresas de tecnologia para coibir a prática criminosa.
TODOS CONTRA A DENGUE



