Segunda-feira, 25 de Maio de 2020
Tupanciretã

SENHORES DA GUERRA

Publicada em 21/03/18 às 15:43h

por Jefferson da Silveira da Silva


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O título acima não é uma referência ao filme do cineasta gaúcho Tabajara Ruas, é, sim, ao momento inquietante que faz da nação brasileira alvo fácil num terreno desolador de guerra constante.


Guerra de discursos políticos, econômica, por poder e espaços. Guerra ideológica, de intolerância, de gênero, de classe, religiosa, enfim. Guerra. Há muitas outras, porém, todas com seus heróis e algozes.


Senhores da Guerra, com maior ou menor atuação, opressores ou submissos, todos, indistintamente, protagonistas da história, confirmando que guerra faz parte da natureza humana e tem papel importante na evolução da sociedade, dependendo da guerra que você esta travando.


Nesse cenário de insegurança, violência desenfreada e, com números estarrecedores, afinal são muitos homicídios por ano, o cidadão está com medo, a guerra abrange encarcerados e avança aos que gozam do direito de liberdade.


A cada minuto, hora e dia uma vítima nova. Desta vez, foi Merielle Franco, vereadora, guerreira, feminista, mãe, amiga. Enfim, mais uma brasileira vítima da guerra do Rio. Cruelmente assassinada numa chacina que abalou o país e o mundo.


O fato provocou muitas manifestações, contrárias e favoráveis. O certo é que sua morte deve servir para uma reviravolta. De tudo o que foi dito, compartilho a fala do coronel da Polícia fluminense Robson Rodrigues. "A vereadora era uma batalhadora, pessoalmente vi suas ações sociais e o seu trabalho em defesa de PMs e de suas viúvas".


A guerra de palavras referente à Intervenção Militar na segurança do Rio, está sendo amassada pela ação e pela destruição de vidas diariamente. A Cidade Maravilhosa virou terra sem lei. Famílias inteiras destruídas e com pouca perspectiva de mudança.


O físico Stephen Hawking, exemplo de superação, certa vez disse que de nada adianta dominar o espaço se não temos uma morada com quem amamos, ou seja, não há valor maior do que a família.


Família esta que, ultimamente, sofre pela falta de auxílio do Estado e, fortemente, ferida pela falta de trabalho. Trabalho que traz dignidade e afasta às pessoas, por exemplo, das drogas, narcótico intimamente ligado à boa parte das mortes na guerra das ruas brasileiras, em especial as do Rio de Janeiro.


Por tudo isso, chegou a hora da sociedade agir, somar forças e cobrar respostas das autoridades, principalmente relativas à apuração do assassinato de Marielle, seu motorista e de todos os outros. O ano mal começou, e o Rio já registra quase uma morte por dia devido à criminalidade.


Como não pode ser diferente, a eleição de 2018 terá a segurança pública como tema central. Mais uma chance para o exercício da cidadania através do voto. Há que diga que a participação popular no pleito é mera formalidade. Que não seja mais, que o voto seja arma fatal para a volta da Ordem e Progresso.


Todavia, a vida real pede mudança. A guerra sangrenta tem de findar. A perda da vida não pode ser banal. Embora numa guerra haja os que choram e os que vendem os lenços, devemos ser sempre os vendedores, da pacificação, da humanização e da esperança.


A nossa omissão automaticamente nos colocará na fileira dos infames e desumanos. Sejamos sempre um senhor da guerra, mas empunhando a bandeira da paz, do amor e da família. Tenhamos fé.

Abraços.









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